quarta-feira, 1 de julho de 2009
Decretada falência da Valentim de Carvalho-lojas - JN
A falência ontem decretada da Valentim de Carvalho - lojas marca o fim de um gigante português da venda de discos, que chegou a atingir a centena de estabelecimentos e acabou com cerca de uma dezena e enterrada em dívidas. A Valentim de Carvalho surgiu em 1914, na Rua da Assunção, em Lisboa, vendendo instrumentos musicais, gramofones e pautas de música...
domingo, 21 de junho de 2009
Belgais à venda

Polémica: Encerramento devido a arresto de bens e falta de apoios
Belgais à venda
AGranja de Belgais, em Castelo Branco, onde Maria João Pires lançou um projecto de ensino artístico, está à venda na internet e parte do seu recheio foi confiscado pelo tribunal. O fim da iniciativa foi anunciado pela filha da pianista, Joana Pires, que acusa as entidades públicas locais de falta de apoio.A quinta que Maria João Pires adquiriu em 1999 para alojar o seu projecto cultural, e que serviria de sede à Associação Belgais, foi entretanto transformada em espaço de turismo rural, acolhendo casamentos, baptizados e outros eventos, em parceria com um restaurante da cidade. Agora está à venda no site de internet de uma imobiliária, encontrando-se o preço 'sob consulta'.
'Não somos bem-vindos aqui', disse ao CM Joana Pires, actual presidente da Associação Belgais, lamentando a falta de apoios de várias entidades, entre as quais a Câmara de Castelo Branco.
'Pedimos apoio moral e uma garantia bancária para desbloquear o problema, negociada da forma que quisesse. Mas o presidente da autarquia foi gelado e disse que não tinha nada a ver com o assunto', contou Joana Pires.
O projecto chegou a ser financiado pelos ministérios da Educação e da Cultura e por uma instituição bancária espanhola, mas o único subsídio actual (do Ministério da Educação), bem como todo o mobiliário e os instrumentos musicais da escola, foram arrestados pelo Tribunal de Castelo Branco, no âmbito de uma acção judicial movida por quatro ex-funcionários.
APOIO LOCAL
Joaquim Morão, presidente da Câmara de Castelo Branco, refuta as acusações de Joana Pires, afirmando que 'não compete à autarquia dar garantias bancárias nem pagar as dívidas das associações'. Ao longo dos anos, o município financiou o projecto com 70 mil euros e asfaltou, com verbas comunitárias, o caminho rural que liga a EN240 à Granja de Belgais.
PORMENORES
AULAS PARA 40 CRIANÇAS
As aulas de música eram frequentadas por 40 crianças do 1.º Ciclo da Escola da Mata.
MESMAS ACTIVIDADES
Com o fim do projecto de Belgais, as crianças terão as mesmas actividades, mas desenvolvidas pelo agrupamento de escolas.
PROJECTO DILUÍDO
No início o projecto era 'realmente diferente', mas diluiu--se com a introdução das actividades extracurriculares em todas as escolas.
CORO E TEATRO
O agrupamento de escolas criou um clube de teatro que abrange todas as escolas, o mesmo acontecendo com o Coro de Belgais.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
CM Porto continua em grande: Festival Intercéltico cancelado.
O Festival Intercéltico do Porto, o mais antigo festival de música da cidade, não vai realizar-se este ano. Avelino Tavares, director do festival, explicou ao JN as razões que estão por trás da decisão. "A Porto Lazer não respondeu a duas cartas que enviámos por correio nem a um e-mail. Isto desde Outubro de 2008".
O responsável mostrou-se revoltado porque se está a "falar de uma empresa [a Porto Lazer] que representa a cidade e nós não somos nenhuns pára-quedistas, estamos na música desde 1969". Avelino Tavares disse que mereciam ter sido informados, nem que a resposta fosse "não há condições".
Ao JN, fonte da Câmara Municipal do Porto (CMP), responsável pela Porto Lazer, disse não ter dúvidas de que "a partir de agora e até às eleições muitos ‘caçadores de subsídios’ irão criticar a CMP e ansiar por aquilo a que eles próprios chamam de ‘novos ventos eleitorais que tragam outra frescura cultural’ à cidade." A mesma fonte acrescentou que "não será pela crescente proximidade dos actos eleitorais que a CMP irá começar a distribuir subsídios por troca de uma frescura de opiniões favoráveis à Câmara Municipal do Porto". (…)
A primeira edição do Intercéltico foi em 1986 e, até agora, realizou-se 17 vezes.
(in Quarta parede feed15/04/2009)
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Porto de Lisboa proíbe festival Alive!

(in_Expresso 30/02/2009)
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Incidente na cerimónia pública...
A compositora Paula de Castro Guimarães criou um incidente na cerimónia pública de apresentação de dois programas de apoio à formação de jovens nas áreas da cultura e da cooperação (INOV-ART e INOV-Mundus) ao questionar o primeiro-ministro sobre o apoio para os artistas com mais de 35 anos.
«E aqueles que têm mais de 35 anos?», perguntou a José Sócrates a directora da associação cultural Miso Music Portugal no final do discurso do primeiro-ministro.
Em declarações aos jornalistas, a compositora e flautista explicou depois que apoia o programa do Governo destinado a criar estágios internacionais para jovens (entre os 18 e os 35 anos) ligados às áreas das artes e cultura, mas que entende que também deve ser dado apoio à internacionalização dos outros artistas.
Jorge Barreto Xavier, Director-Geral das Artes, que gere o programa INOV-ART, disse à Lusa que ficou «perplexo» com o ocorrido dado que a Miso Music Portugal «é a entidade mais apoiada na área da música» e recebe anualmente 200 mil euros.
O mesmo responsável disse ainda que «se há uma entidade que se tem internacionalizado é essa» e sublinhou que a linha de apoios que existe na Direcção-Geral das Artes não faz qualquer discriminação de idades.
No final da cerimónia, o ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, reagiu ao incidente e às críticas da artista apontando a existência de um programa de 22 milhões de euros «de apoio a todas as artes e todas as áreas culturais» na Direcção-Geral das Artes.
«O apoio à cultura é um trabalho sem fim. Haverá sempre mais coisas para fazer, mas o que lhe quero dizer é que hoje demos um passo na direcção certa», disse Sócrates em resposta à interpelação da artista.
(in_diário digital 08/01/2009)
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Porto diz adeus à Ópera
Corte no apoio anual concedido pelo Ministério da Cultura afasta produção própria do ColiseuPela primeira vez desde 1967, o Porto deixou de ter produção operática própria. A Associação de Amigos do Coliseu do Porto e o Círculo Portuense de Ópera dizem-se perplexos com o Ministério da Cultura.
A produção de "Rigoletto" e "Madame Butterfly", com estreia prevista para os passados meses de Maio e Novembro, já estava em marcha quando a AACP e o CPO obtiveram a confirmação ministerial de que as suas produções de ópera, organizadas em parceria com a Orquestra Nacional do Porto, deixariam de receber por ano os 250 mil euros estatais.
"O Ministério deixou de apoiar o Coliseu, a única sala do Norte do país que produzia ópera. Como os custos eram muitos elevados - a montagem é caríssima e os gastos impossíveis de recuperar -, deixámos de ter dinheiro para as produzir", lamenta o presidente da Associação de Amigos do Coliseu, José António Barros. O mesmo responsável adverte que, devido à falta de apoio, "deixa de haver ópera de qualidade produzida no Porto", pelo que a oferta fica agora reduzida "às óperas de pacote vindas dos países do Leste da Europa".
A perplexidade da Associação de Amigos é extensiva ao Círculo Portuense de Ópera, que festeja hoje 42 anos e, pela primeira vez no historial, não dispõe de projectos para a sua área de eleição. A directora, Maria José Graça, classifica o corte na verba como "um castigo injusto para uma instituição cumpridora e agraciada com medalhas de mérito da Câmara do Porto e do Ministério da Cultura".
Apesar do revés, tanto mais incompreensível porque "as nossas produções de ópera tinham público e eram elogiadas pela crítica", Maria José Graça afirma que o Círculo não vai cruzar os braços. "Estamos a fazer concertos corais e se um grupo de rock precisar de um coro de ópera, lá estaremos", exemplifica.
Interpretação diferente da cessação do apoio tem o Ministério da Cultura, que justificou a não renovação do protocolo pelo subsídio governamental à Casa da Música (CdM). "Cumprimos o protocolo em 2006 e 2007 levando em linha de conta não só o apreço do público do Porto pela ópera, como a inexistência de outras estruturas capazes de produzir esses espectáculos. Todavia, o cenário alterou-se com o apoio que o ministério atribui anualmente à CdM, o qual já contempla verbas para a ópera", adiantou ao JN o gabinete de comunicação.
A decisão apanhou de surpresa a própria comunidade musical. José Ferreira Lobo, da Orquestra do Norte, apelida de "altamente meritórios" os espectáculos realizados no Coliseu e afirma não encontrar motivos que possam justificar a decisão ministerial. "Por vezes, gasta-se muito dinheiro para um público diminuto, mas não era sequer o caso", diz. O maestro da orquestra sediada em Amarante entende, porém, que a perda pode ser um ponto de partida para que o Porto concretize uma aspiração de longa data: uma companhia de ópera. "As tradições da ópera no Porto remontam aos anos 40 e, com uma união de esforços, poderia ser criada uma estrutura forte", sintetizou.
terça-feira, 4 de novembro de 2008
A má fé da WORTEN Rock Rendez Vous
As bandas concorrentes ao RRW inscreveram-se a partir do site www.RRW.pt, mediante a aceitação do regulamento publicado no mesmo. Entre 3 de Junho e 15 de Setembro, os grupos - separados pelas categorias Rock, Pop, Rap/Hip-Hop/R&B, Metal, Reggae, Alternativo e Outro - estiveram sujeitos a uma votação online que elegeu os melhores projectos de cada estilo musical.
Segundo o regulamento do RRW, seriam escolhidos quatro artistas em cada categoria para actuar na respectiva final no MusicBox, em Lisboa. Essas quatro bandas deveriam sair do lote dos sete melhores da votação online, sendo que duas seriam escolhidas pelo júri e as outras duas pelo público e pelos padrinhos do concurso.
«Organização violou as próprias regras»
Porém, não foi o que aconteceu na primeira final, a da categoria Rock, realizada no dia 1 de Outubro. Ao contrário do estipulado no regulamento, foram apenas duas as bandas que actuaram no MusicBox: os Air Bag, 13º na votação online, e os Tetanus, que tinham ficado em 28º.
«A organização violou as próprias regras», acusa Alexandre, baterista dos Arames Farpados, a banda que com 1348 votos ficou em primeiro lugar na categoria Rock.
O jovem de 16 anos falou ao IOL Música sobre a frustração de ter ficado de fora da final do concurso e explicou a razão para que nenhum dos sete primeiros classificados tenha actuado no MusicBox.
«Pediram-nos para assinarmos um contrato com vários pontos maus para as bandas como, por exemplo, ceder os direitos de autor por tempo indeterminado», disse.
O contrato da discórdia
Sem a assinatura do contrato, de resto não previsto no regulamento, e de uma declaração que negava a afiliação na Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), os Arames Farpados não poderiam actuar na final em Lisboa. E foi assim que aconteceu. A banda portuense propôs a alteração de algumas cláusulas do contrato, mas a resposta foi negativa.
«Foi uma falta de respeito pelas bandas que deram vida ao site», lançou Alexandre. A situação denunciada pelos Arames Farpados atingiu todas as restantes categorias do RRW, incluindo a de Metal, onde os Black Burn Hate, vencedores da votação online, ficaram de fora da final por recusarem assinar o contrato imposto pela organização.
«Fomos convocados para actuar no dia 6 de Outubro no MusicBox, mas, para que tal actuação tivesse efeito, teríamos que assinar, no prazo de meio dia, um contrato pouco esclarecedor», disse Hélder Pereira, baixista da banda vimaranense.
Diferença de tratamento
No entanto, e como o IOL Música apurou, nem todas as bandas participantes nas finais assinaram o contrato que levou à desistência dos Arames Farpados, dos Black Burn Hate e de vários outros projectos.
Foi o caso dos Nortada, que, depois de se classificarem em segundo lugar na votação online de Pop, foram escolhidos para actuar na final de 7 de Outubro. «Não recebemos qualquer contrato, apenas tivemos que assinar uma declaração a dizer que não pertencemos à SPA», revelou João Girão, vocalista dos Nortada.
A diferença de tratamento resulta, na prática, na adulteração do regulamento do RRW. Em jeito de desabafo, Alexandre (Arames Farpados) atira: «É uma tremenda injustiça».
Confrontada com estas acusações, a Worten prometeu uma resposta ao IOL Música, mas, ao fim de duas semanas de espera, não recebemos qualquer explicação.
(MONO)CULTURA sugere artigo relacionado:
-"O Contrato da Discordia"
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
WORTEN Rock Rendez: o contrato da discórdia

(Primeira contraente: Worten - Equipamentos para o Lar, S.A.; segunda contraente: artista concorrente)
- Cláusula Quarta, alínea B: «Ceder, à primeira contraente, sem qualquer contrapartida monetária, os direitos da sua imagem, exposição, reprodução ou lançamento da mesma no comércio (...) bem como o direito de utilização das suas obras musicais...»
- Cláusula Quarta, alínea G: «Usar a designação de "talento RRW" nas suas actuações pelo período de dois anos»
- Cláusula Quinta, ponto 1, alínea A: «(...) a segunda contraente autoriza a primeira (...) a realizar: a fixação das obras musicais»
- Cláusula Quinta, ponto 2: «A segunda contraente, como é composta por vários elementos, estes assinarão o presente contrato conferindo assim a autorização, por tempo indeterminado, do uso pleno dos direitos de autor que decorrem das obras musicais, incluindo o direito sobre as músicas e letras»
- Cláusula Sétima, ponto 1, alínea C: «A primeira contraente poderá resolver o Contrato (...) caso a segunda contraente (...) faça propaganda política»
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
A carta aberta da Academia de Música de Lagos

José Rodrigues
Presidente da Sociedade Filarmónica Lacobrigense 1.º de Maio
Foi com grande estranheza que li o seu comunicado em anexo.
De facto, de uma pessoa com quem temos um relacionamento próximo e de uma Entidade com quem mantemos uma politica de colaboração , até ao presente , sem motivo de reparos, seria de esperar o silencio ou no minimo um pedido de esclarecimento.
Como tal não aconteceu , e porque de forma agressiva e menos própria , achou por conveniente vir para a praça pública invocar que terá sido ludibriado e enganado pelos dirigentes da Academia e que ao longo do acordo de colaboração não terá beneficiado de quaisquer vantagens, resta-me apurar os montantes que deveriam ter sido apresentados para cobrança em condições normais de funcionamento e aqueles que efectivamente foram facturados.
O seu comunicado peca pela imprecisão e pelo desconhecimento da tabela de preços e condições de admissão praticados pela Academia de Música de Lagos, no que concerne aos alunos provenientes da Sociedade Filarmónica Lacobrigense 1.º de Maio e outros quaisquer alunos, que não preencham os requesitos suficientes para obterem a comparticipação do Estado para os seus estudos nos Conservatórios ou neste caso, na Academia.(mais)
(in_Voz das Freguesias 26/10/2008)
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Conservatório Nacional - Anulação pouco pública do concurso

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CANCELOU CONCURSO PUBLICO PARA RECUPERAR SALÃO NOBRE DO CONSERVATÓRIO
O salão nobre da Escola de Música do Conservatório Nacional, em Lisboa, devia ter sido recuperado através de um concurso público aberto em 2005 pela Direcção Regional de Educação de Lisboa (DREL), mas as obras não saíram do papel. A deputada Luísa Mesquita questionou os ministérios da Cultura e da Educação, mas ainda não conseguiu resposta acerca dos motivos que levaram ao cancelamento do concurso.
Luísa Mesquita questionou, em Abril, o Ministério da Cultura sobre que razões para que tenha sido cancelado o concurso, lançado em Dezembro de 2O05, para recuperar o salão nobre do Conservatório. No requerimento endereçado através do presidente da Assembleia da República, a parlamentar pergunta ainda "que medidas pretende o Governo tomar para impedir este crime de degradação do património, lesivo da identidade nacional?" Luísa Mesquita fundamenta as suas questões no facto da "história arquitectónica e cultural" do espaço remontar a 1881, através de um percurso consolidado pelo arquitecto Eugénio Cotrim (autor do projecto), o pintor José Malhoa (que decorou o tecto) e os músicos/compositores Luís Freitas Branco e Vianna da Motta (de entre os que por ali passaram). As obras de remodelação nos anos 40 do século passado ampliaram as condições de funcionamento do espaço cultural, cuja acústica tem sido reconhecida por reputados artistas nacionais e internacionais.


"Hoje, este equipamento cultural está de tal forma degradado que a ausência de medidas urgentes porá em risco a sua sobrevivência", sublinha a deputada eleita pelo PCP, mas que, entretanto, assumiu o estatuto de independente. A intervenção de Luísa Mesquita decorreu na sequência de uma petição entregue no Parlamento, subscrita por 5043 cidadãos, apelando à recuperação do salão nobre do conservatório nacional.
O gabinete do ministro da Cultura esclareceu, em Junho, que o concurso público foi aberto pela DREL e que este departamento do Ministério da Educação estará "habilitado a informar dos motivos pelos quais não foi executada a empreitada na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa e das medidas que pretende tomar, sem prejuízo do eventual apoio técnico que vier a ser solicitado" ao ministério de José António Pinto Ribeiro.


Perante esta resposta, Luísa Mesquita reendereçou, em Junho, as questões ao Ministério da Educação, aguardando ainda por resposta. Um assessor da ministra Maria de Lurdes Rodrigues disse ontem apenas que a recuperação no conservatório está integrado no programa de modernização do parque escolar, mas que desconhecia as razões para o concurso ter sido cancelado.
(in_publico 11/07/2008)
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Médico nega acidente no Rock in Rio

Um dos médicos de serviço no festival Rock in Rio 2004 rejeitou hoje em tribunal uma relação directa entre um acidente no slide do evento e as lesões que levaram a vítima a mover uma acção judicial.
O queixoso, Miguel Sousa Lara, pede uma indemnização à empresa organizadora do evento - Better World - de 50 mil euros por lesões várias, entre as quais uma rotura num menisco, mas o ortopedista Luís Teixeira explicou que o acidente no slide causou somente «lesões traumáticas».
«Há algumas referências a lesões traumáticas [num joelho] ou a queixas de dor na coluna. Traumatismo significa pancada e o relatório é explícito e não fala em fracturas», testemunhou o ortopedista, que foi chamado a depor pela advogada da Better World e comentou o relatório do incidente elaborado pelo Hospital de São José.
«Esse tipo de exames mostra como altamente improvável uma lesão no menisco. As lesões meniscais são lesões de torção», disse, considerando que o queixoso, ao embater contra a estrutura metálica, sofreu um «traumatismo directo», logo, «uma pancada», não sendo por isso motivos para uma operação ao menisco.
A 29 de Maio de 2004, Miguel Sousa Lara foi transportado de maca para o hospital de São José, em Lisboa, depois de o sistema de travagem do slide ter falhado, levando-o a embater contra uma das torres presentes no local.
Além da indemnização, o queixoso reclama mais seis mil euros pelas despesas que teve depois do acidente: operações ao joelho e ao cotovelo, sessões de fisioterapia, mesoterapia.
O médico explicou ao juiz, Carlos Oliveira, que os exames apresentados em tribunal não referem «rotura do menisco», o mesmo acontecendo com uma ecografia a um cotovelo, lesões a que o queixoso foi operado dois anos mais tarde.
Na sessão de hoje, o filho do queixoso explicou que o progenitor sempre foi um homem activo e praticante de desportos como futebol ou ténis.
«Depois do acidente, quando voltou para casa tinha muitas dores, no cotovelo, no joelho e nas costas. Dores intensas que duraram até à cirurgia [dois anos depois]», disse Luís Sousa Lara, garantindo que o queixoso «teve que deixar de praticar desporto».
Neste processo, além da acção judicial contra a Better World - empresa organizadora do evento - o autor moveu igualmente uma acção contra a firma contratada para operar e montar o slide, a Oxigen/Impacto Desporto Recreativos, Lda.
A próxima sessão deste julgamento está marcada para sexta-feira, às 9h30, na terceira vara do Palácio de Justiça.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Faltam mesas e cadeiras no Conservatório de Música de Lisboa

Para 45 alunos, as aulas podem mesmo ser interrompidas. O ME garante que investiu mais no ensino de Música.
O Conservatório Nacional de Lisboa admite interromper em breve as aulas de 45 alunos. Não faltam pautas ou instrumentos, mas sim cadeiras e mesas nas salas de aula.
Os 45 alunos que podem ficar com as aulas interrompidas estão distribuídos por três turmas que foram criadas no último ano lectivo. Segundo o presidente do Conselho Executivo do Conservatório, o problema tem vindo a arrastar-se ao longo do tempo.
No Dia Mundial da Música, António Wagner Dinis afirma, citado pela TSF: "Muitos alunos estão sentados no chão ou em cadeiras sem sítio para escrever, de uma forma muito provisória, mas há aulas que não conseguem funcionar".
A 29 de Maio foram pedidas à Direcção Regional 45 cadeiras e carteiras, mas o pedido ainda não foi satisfeito. O presidente da instituição acredita que, para quem ouve, o problema até pode parecer de fácil resolução interna, mas refere que o orçamento do Conservatório não tem folga para extras.

Esta quarta-feira, em comunicado, o Ministério da Educação deu conta de que "o ensino especializado da Música regista uma acentuada evolução positiva no ano lectivo que agora começou, com mais alunos, mais investimento, mais financiamento, mais escolas e melhores instalações".
Na nota, a tutela sublinha "o forte investimento no ensino da Música", visível nas "novas instalações do Conservatório do Porto", realizadas "no âmbito do programa de modernização dos estabelecimentos de ensino secundário", bem como pela aprovação do projecto do Conservatório de Coimbra, que deverá começar a ser construído ainda este ano.