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domingo, 1 de fevereiro de 2009

Cinemas portugueses perderam 400 mil espectadores
















Em 2008, e pelo segundo ano consecutivo, as salas de cinema portuguesas perderam espectadores. Apesar disso, aumentaram as receitas de bilheteira, à conta da subida do preço dos bilhetes, segundo o Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA).

De acordo com dados preliminares do ICA, em 2008 passaram 15,9 milhões de pessoas pelas salas de cinema, o que representa menos 400 mil espectadores do que em 2007.

No entanto, exibidores e distribuidores contabilizaram 69,9 milhões de euros de receita bruta de bilheteira, ou seja, mais 800 mil euros do que no ano anterior, um acréscimo que o ICA justificou com a possível subida do preço dos bilhetes.

Em 2008 estrearam-se 233 longas-metragens, 14 das quais portuguesas e 106 de produção norte-americana.

Apesar de ter estreado a 20 de Dezembro de 2007, "Call Girl", de António Pedro Vasconcelos, liderou o "ranking" dos filmes portugueses mais vistos de 2008, com 175.808 espectadores. Em segundo lugar figurou "Amália, o Filme", de Carlos Coelho da Silva (136.798 espectadores), e em terceiro "Arte de Roubar", de Leonel Vieira (28.917 espectadores).

A Lusomundo, que detém 51 por cento da quota de mercado na exibição em Portugal, foi a que mais lucrou em 2008, com 35,7 milhões de euros - uma receita bastante superior à das restantes exibidoras do "ranking". A Socorama - Castello Lopes Cinemas arrecadou 13 milhões de euros e a UCI 9,3 milhões de euros.
(in_Público 29/02/2009)

Tourada rende mais do que música erudita...

Em média, por ano, cada português visita um museu e assiste a um espectáculo. Um relatório do Instituto Nacional de Estatística (INE), relativo ao consumo cultural e de lazer em 2007, indica que os museus nacionais registaram 9,9 milhões de entradas, número quase idêntico aos 9,8 milhões espectadores que frequentaram espectáculos ao vivo.
Os dados do INE confirmam que os portugueses continuam a dar preferência ao cinema, mostram que a região de Lisboa concentra boa parte da oferta cultural e reservam algumas eventuais surpresas, como a de as touradas movimentarem mais dinheiro do que a música erudita e a ópera juntas.
Em 2007, realizaram-se em Portugal 27.650 espectáculos ao vivo, aos quais assistiram 9,8 milhões de pessoas, o que dá uma média de quase 355 espectadores por sessão. O teatro é o domínio com maior oferta, com 12.012 sessões - 43,4 por cento do total -, logo seguido pela música ligeira (5660) e pela música erudita (2261). Já em número de espectadores, a música ligeira, com quase seis milhões de espectadores anuais, ultrapassa de longe o teatro, que ainda assim atrai anualmente às salas perto de 1,8 milhões de pessoas, mais do que o triplo das que assistem a concertos de música erudita.

Música ligeira dá 30 milhões
Nas receitas geradas por espectáculos ao vivo, a música ligeira contribui também com a parte de leão, tendo rendido, em 2007, quase 30 milhões de euros. Segue-se o teatro, com 10,5 milhões, e a tauromaquia, que, em apenas 190 sessões, registou quase 300 mil espectadores e rendeu mais de cinco milhões de euros. Os bilhetes vendidos para concertos de música erudita totalizaram cerca de 3,15 milhões. A ópera ficou-se por 2,25 milhões, mas com apenas 184 exibições. Nas modalidades inventariadas pelo INE, só a dança moderna ultrapassa ainda, e por curta margem, o milhão de euros anuais. Abaixo desse limite ficam, por exemplo, o folclore e o circo.
A distribuição regional dos espectáculos ao vivo mostra um acentuado desequilíbrio em favor da região de Lisboa, com 11.460 sessões em 2007, número sensivelmente igual à das registadas no conjunto das regiões Norte e Centro. Se tivermos em conta a demografia, na região da Grande Lisboa e da península de Setúbal houve um espectáculo para cada 233 habitantes, ao passo que na Região Norte o segundo termo sobe para 657. Esta concentração da oferta cultural na região de Lisboa, que, em número de sessões, ultrapassa os 41 por cento do total do país, revela-se ainda mais vincada quando se olha para as receitas geradas: mais de 45 milhões de euros, num total nacional de 66,4 milhões, o que corresponde a quase 70 por cento.

Cinema americano domina
No cinema, é sem surpresa que a indústria americana monopoliza o cartaz, ocupando 68 por cento dos ecrãs existentes, apesar de representar apenas 412 dos 1073 filmes exibidos. Mas são produções que continuam a recolher a preferência do público, e que por isso mobilizaram 73 por cento do total dos 16,3 milhões de espectadores registados em 2007, rendendo quase 70 milhões de euros. Em luta desigual, o cinema europeu, com perto de 25 por cento dos filmes programados (221 títulos), ficou-se por nove por cento das sessões e percentagem ainda menor (8 por cento) de espectadores.
Seguindo a contabilidade do Instituto de Cinema e Audiovisual, o INE diz que o cinema português teve 55 filmes em cena (incluindo 14 longas-metragens), desdobrados em 17.554 sessões, que tiveram 372.976 espectadores e valeram 1,6 milhões de euros.
A distribuição do mapa de exibição segue a tendência geral, com Lisboa a assegurar quase metade dos espectadores mas, curiosamente, a mostrar uma taxa de ocupação (13,6 por cento) inferior às da Região Norte e do Algarve (ambas com 15 por cento).
Ainda segundo o INE, o número de visitantes de museus (incluindo zoos, jardins botânicos e aquários) é idêntico ao do público de espectáculos - quase 10 milhões. Mas, neste sector, o lazer vai à frente: 31 por cento dos consumidores prefere passear-se pelos jardins e aquários. Já o circuito das galerias de arte mobilizou quase sete milhões de visitantes.
Embora baseados num inquérito de 2005-06, são também significativos os dados que apontam para um significativo aumento percentual da despesa das famílias portuguesas em cultura e lazer: de 3,7, em 1996, para 5,7 em 2006. Nesse ano, a despesa anual média neste domínio foi, por agregado familiar, de 997 euros.
(in_Público 30/02/2009)

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Quantos portugueses foram ao teatro?


De acordo com os dados Target Group Index (TGI) Portugal, Setembro 2008, 29% dos portugueses entre os 15 e os 64 anos, residentes em Portugal Continental, afirmam ter ido ao teatro nos últimos 12 meses.
Tendo por base a variável sexo, verifica-se que foram as mulheres (32%) as que mais afirmaram ter ido ao teatro, quando comparadas com os indivíduos do sexo masculino (26%).
A variável idade parece ser diferenciadora no que concerne à ida ao teatro nos últimos 12 meses. São sobretudo os indivíduos mais jovens, da faixa etária 15/24 anos, os que mais afirmam ter ido ao teatro nos últimos 12 meses (39%). Os indivíduos da faixa etária 25/34 anos surgem a seguir com uma diferença de 7 pontos percentuais (32%).

Os indivíduos mais velhos, com idades compreendidas entre os 55 e os 64 anos, são os que apresentam uma penetração mais baixa face a este indicador no período em análise (23%).

Tendo por base uma análise por região Marktest, verifica-se que os residentes na Grande Lisboa foram os que registaram valores mais elevados para o indicador em análise (36%). Em contraposição, os residentes no Interior Norte foram os que menos frequentaram as salas deste tipo de espectáculo nos últimos 12 meses (24%).





















(in_marktest 09/01/2009)

sábado, 8 de novembro de 2008

Défice de Cultura no Algarve...

As famílias algarvias são das que menos gastam em cultura no país, disse à Lusa o reitor da Universidade do Algarve, no âmbito do I Encontro de Gestores Culturais do Algarve.
O reitor da Universidade do Algarve (UALg), João Guerreiro, lembrou que a parte do orçamento das famílias dedicado à cultura no Algarve é menor do que no Norte ou no Centro do país, equiparando-se ao do Alentejo, e justificou o défice de produção cultural na região com a sazonalidade e com o facto de as zonas urbanas serem muito distantes entre si.
"A produção cultural no Algarve tem um défice que resulta da sua dimensão, porque é uma região urbana, mas fragmentada, o que não favorece as actividades culturais", argumentou João Guerreiro.

O reitor defende que só com uma maior qualificação do público é que se pode exigir mais e melhor cultura. "A sociedade do Algarve ainda é pouco qualificada e pouco exigente a nível cultural. O público consumidor no Algarve é pouco exigente", um factor a que a sazonalidade da região também não ajuda, uma vez que os eventos culturais do Verão "são efémeros" e "não deixam raízes" na população local, recorda.
O primeiro Encontro de Gestores Culturais do Algarve encerrou ontem com a realização da maioria das conferências e mesas-redondas, no campus das Gamblelas. O evento teve como mote Que desenvolvimento cultural para o Algarve e foi organizado pela Associação de Gestores Culturais do Algarve.

(in_público 08/11/2008)

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

42% da cultura são jogos e desporto

As despesas em jogos e desportos são as mais significativas na estrutura de gastos das Câmaras Municipais em actividades culturais, pois representam 42% do valor global. 12% da despesa total destinou-se a recintos culturais, cabendo 9% às actividades socio-culturais e 9% património. Os restantes 15% destinaram-se à literatura, música e artes cénicas, cabendo ainda 13% a outras actividades.
Lisboa é o concelho que lidera em despesas camarárias em actividades culturais, tendo-se mais de metade dos gastos (51.1%) destinado a Jogos e Desportos. Neste concelho observou-se uma despesa de cerca de 45 milhões de euros em actividades culturais, um valor que representa 4.9% do total registado no conjunto dos concelhos portugueses.

No que respeita a gastos municipais per capita, observa-se que o valor nacional não vai além de 87 euros por habitante. No entanto, 55% dos concelhos do país gastaram acima deste valor médio. É de destacar o concelho de Castro Marim, com um gasto per capita de 821 euros e o de Barrancos com 663 euros per capita. Também se destacam os concelhos do Redondo, Aguiar da Beira, Viana do Alentejo, Vila Velha de Ródão e Alcoutim, todos com gastos per capita acima de 500 euros.









Os dados disponíveis no Sales Index permitem ainda conhecer algumas curiosidades como:

Sintra lidera em despesas em património e museus, com valores que correspondem a 5.9% e 8.8% do total destas despesas;
Porto lidera em despesas com actividade socio-culturais com 3.9% do total e bibliotecas, com 3.5% do total;
Matosinhos lidera em despesas com Música, com 2.5% do total;
Santa Maria da Feira lidera em despesas com arte cénicas, com 8.5% do total;
Amadora, lidera em despesas com recintos culturais, com 6% do total;
Braga lidera em despesas com jogos e desportos, com 7.9% do total;

(in_marktest 25/10/2008)

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

A pouca cultura e espectáculo nas notícias de TV

Segundo os dados do serviço Telenews da MediaMonitor, os quatro canais nacionais de sinal aberto emitiram, durante o primeiro trimestre deste ano, 49 horas de notícias relacionadas com cultura e espectáculo nos seus serviços noticiosos regulares.



Entre 1 de Janeiro e 31 de Março de 2008, foram 1197 as peças noticiosas da RTP1, RTP2, SIC e TVI que tiveram a cultura ou o espectáculo como tema, ocupando um total de 48 horas e 53 minutos dos serviços regulares de informação destes canais. Nesta análise excluem-se portanto eventuais programas, entrevistas ou debates específicos sobre o tema.
Estes números significam que o tema da cultura e espectáculo representou 5.1% das notícias emitidas por estes canais no trimestre e 7.6% da sua duração.

A SIC foi, no período em análise, o canal que veiculou mais notícias sobre este assunto, ao passo que a RTP1 foi aquele que lhe deu maior espaço no alinhamento dos seus jornais e que na RTP2 este tema teve maior relevância no conjunto da informação transmitida.

A RTP1 veiculou 370 notícias sobre este tema, tendo-lhes dado 17 horas e 33 minutos de espaço nos seus noticiários regulares. A SIC passou 389 notícias sobre cultura e espectáculo, que tiveram 15 horas e 19 minutos de duração. Na TVI passaram 231 peças sobre cultura e espectáculo, com duração de 8 horas e 36 minutos. Finalmente, na RTP2 passaram 207 peças sobre o tema, tendo tido uma duração de 7 horas e 25 minutos.


O tema da cultura e espectáculo foi mais relevante para a RTP2, pois representou 9.4% das notícias que o canal passou no trimestre e 12.5% da duração informativa do canal. No conjunto da informação regular da RTP1, a cultura e espectáculo representou 5.1% das notícias e 7.6% do tempo noticioso do período. Face à informação que a SIC passou no trimestre, o tema representou 4.7% do total de notícias e 8.0% da sua duração, enquanto na TVI representou 4.0% das notícias e 5.3% do tempo noticioso do canal naquele período.

sta análise considera apenas os serviços regulares de informação dos canais em análise no período compreendido entre 1 de Janeiro e 31 de Março de 2008, segundo a seguinte Nota Metodológica. Em análise, estão os seguintes programas: Jornal da Tarde, TeleJornal, Portugal em Directo e As Escolhas de Marcelo (RTP1); Jornal 2 (RTP2); Primeiro Jornal e Jornal da Noite (SIC); Jornal Nacional e Jornal da Uma (TVI).

(in_Marktest 16/10/2008)