quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Inês de quê?


Júdice critica falta de estratégia do Estado em torno de Inês de Castro.

Quem aplaude esta adaptação do mito de Pedro e Inês pela companhia canadiana é José Miguel Júdice, da Fundação Inês de Castro e co-proprietário da Quinta das Lágrimas, em Coimbra.

"O objectivo da Fundação é que o tema de Inês de Castro continue a ser tratado e sirva de inspiração", justificou, sem deixar de lançar farpas à tutela: "Incompreensível é que o Estado português nunca tenha tido uma estratégia em volta do tema de Inês de Castro!". Até porque, em seu entender, esta é "uma das marcas culturais de Portugal com mais potencial".

A história recontada pela companhia Queen of Puddings Music Theatre em nada fere Júdice: "Até me encanta. É importante que novos criadores interpretem o tema". Questionado sobre o facto de ser detentor da patente Inês de Castro, aproveitou para desfazer o que considera "uma fantasia": "Ninguém quer monopolizar o nome de Inês de Castro. Quem quiser fazer coisas sobre Inês de Castro tem o total apoio da Fundação e não tem de pagar".

O ex-bastonário da Ordem dos Advogados assegura que "o tema de Inês de Castro está cada vez mais vivo a nível internacional" e exemplifica com o êxito que peças inspiradas no tema, da autoria do cenógrafo Juracy, têm tido no Brasil. Uma das metas da Fundação, segundo Júdice, é fazer de 2011 - decorridos 650 anos sobre a trasladação dos restos mortais de Inês de Castro de Santa Clara, em Coimbra, para Alcobaça - mais um ano inesiano. A reconstituição desse cortejo, entre as duas cidades, é uma possibilidade.

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