quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Ministro critica os antecessores












Ministro da Cultura critica antecessores por desperdício

José António Pinto Ribeiro responsabilizou ontem no Parlamento os antigos ministros da Cultura dos últimos oito anos - entre eles o socialista Augusto Santos Silva - por terem desperdiçado a oportunidade de aplicar dinheiros públicos no sector "num total de 259 milhões de euros". Um desperdício que, na sua opinião, tem vindo a contribuir para que o Ministério da Cultura (MC) perca peso no total do bolo do Orçamento do Estado.
"Nos últimos oito anos desperdiçou-se a oportunidade de executar, de gastar bem, um orçamento anual inteiro do MC", disse Pinto Ribeiro, frisando que "a não-execução hipoteca também os orçamentos futuros".
Ao intervir na reunião conjunta das Comissões Parlamentares de Ética, Sociedade e Cultura e do Orçamento e Finanças, onde esteve ontem para apresentar a proposta de Orçamento da Cultura para o próximo ano (212,7 milhões de euros), o ministro anunciou medidas para evitar "o desperdício" dos últimos anos e que passam por uma execução orçamental "aturada e rigorosa" em 2009. E, para que não restassem dúvidas, tornou públicos os valores orçamentados e executados pelo Ministério da Cultura desde 2000 até agora, provando, assim, que "ficaram por executar um total de 259 milhões de euros".
Apesar de ter afirmado que o orçamento que lhe está reservado para 2009 não é o que gostaria, o ministro desvalorizou o ténue aumento de 0,4 por cento atribuído ao MC relativamente a este ano e prometeu executar bem. Para aumentar os meios financeiros para a Cultura, prometeu fomentar parcerias como a criação do Fundo de Artes e Indústrias Criativas, criar o cheque-obra (uma espécie de mecenato pago em espécie na área das empresas de construção) e ainda abrir linhas de crédito do Millennium BCP e da Caixa Geral de Depósitos, especialmente para os artistas plásticos.
Já depois da reunião, Pinto Ribeiro revelou à agência Lusa que o futuro pólo da Cinemateca do Porto vai funcionar em três espaços distintos: Casa das Artes, Casa Cinema Manoel de Oliveira e Fundação de Serralves. "O projecto já está concluído e orçamentado e contará sempre com o entendimento e colaboração da Câmara do Porto", revelou ainda o ministro, que também confirmou o nome de Diogo Infante para director artístico do Teatro Nacional D. Maria II.
(in_publico 20/11/2008)

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Indignem-se, discutam,denunciem, comentem... não adormeçam!!!